A China é aqui

 

Se você tem uma loja virtual cujo principal diferencial é o baixo preço, é bom começar a rever seu posicionamento.

Isso porque, definitivamente, a  invasão chinesa começou no Brasil.

Segundo matéria publicada pelo Portal Exame, em 2013, o Brasil recebeu 20,8 milhões de encomendas do exterior, sendo que a China é o segundo país preferido pelos consumidores brasileiros que compram online, atrás somente dos Estados Unidos.

No ano passado, 600 milhões de reais foram gastos pelos brasileiros em sites chineses. O interesse por essas páginas vem da possibilidade de adquirir produtos diretamente dos fornecedores, sem a mediação de um importador, a preços mais baixos do que os encontrados no Brasil.

Os sites chineses, com o AliExpress e o DealExtreme já perceberam o apetite do consumidor brasileiro e vêm facilitando a compra. Além da versão em português, alguns deles oferecem a opção de pagamento por boleto, com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) mais barato do que o do cartão de crédito.

Pra piorar ainda mais a situação, o The Wall Street Journal revelou que gigante chinês de comércio eletrônico AliBaba fechou uma parceria com os Correios, para facilitar a logística de envio de produtos entre os dois países.

Isso significa que vai ser muito difícil competir no quesito preço com os chineses.

Esse sites vendem de tudo: eletrônicos, produtos para a cozinha, roupas, jóias, produtos esportivos (todos réplicas de marcas famosas) a preços muito baixos.

Como fazer então para não manter sua loja ativa, sem perder market share? A seguir confira 5 dicas:

1) Enalteça a qualidade do produto e a rapidez da entrega. Dê uma olhada no Reclame Aqui do Alibaba e AliExpress. A avaliação de compra de ambos é péssima, sendo que as principais reclamações dos clientes referem-se ao tempo de espera e a produtos com defeito. Explore o ponto fraco da concorrência. Isso irá fazer com o que o consumidor pense antes de efetuar uma compra com eles: “O produto é barato. Mas será que vale a pena esperar tanto e ainda correr o risco de receber uma mercado danificado ou de má qualidade”?

2) Crie personas. O comprador se sente mais seguro quando enxerga o vendedor como um semelhante. Personas são personagens com as mesmas características (físicas e emocionais) do público-alvo. Eles podem ser usados em mídias sociais, vídeos, etc.

3) Faça vídeos. Vídeos são ótimas ferramentas para diminuir a desconfiança do consumidor e transmitir mensagens estratégicas. Faça vídeos mostrando o uso de produtos, os bastidores da empresa, entrevistas com clientes e coloque no seu site e mídias sociais.

4) Invista em arquitetura e usabilidade do site. Quanto mais fácil e personalizável um site for para navegar, maior será a satisfação do cliente. Veja o que a Virgin Airlines fez no seu site: facilitou a pesquisa e a compra de passagens, que pode ser feita em menos de 2 minutos.

5) Despadronize-se. As lojas virtuais estão todas muitos iguais, oferecendo os mesmos produtos e serviços. Saia do lugar comum, crie uma proposição de valor diferente, ofereça conteúdo próprio, no estilo consultoria, visando melhorar a vida do consumidor.

Ah, sim, logicamente nem preciso dizer que o investimento em SEO, Adwords, Email Marketing, Mídias Sociais, Mobile é mais do que obrigatório.